* Atualização em 04/01/2009.

*Política.
Agripino declara voto para Garibaldi
O senador José Agripino, líder do DEM, mudou os rumos da conversa e disse que apóia a candidatura do presidente do Senado, Garibaldi Filho (PMDB), à reeleição. “Eu voto nele”, afirmou, acrescentando que reunirá a bancada Democrata para externar sua posição. Agripino disse ainda que não pode evitar posições contrárias, como a do senador Demóstenes Torres, que tornou público que não votaria em Garibaldi.
Agripino lembra que quando Garibaldi lançou-se candidato houve questionamentos de ordem jurídica e já existia um candidato da base aliada, no caso o senador petista Tião Viana. Quando ele fala em base aliada, se refere ao grupo do qual o presidente do Senado, em tese, faz parte.
O democrata comenta que na primeira candidatura de Garibaldi Filho, tanto o PSDB quanto o DEM foram fundamentais para a vitória do senador peemedebista. “Não existia ainda uma candidatura contra Garibaldi, e eu, como líder do partido, evitei que existisse algum candidato dos Democratas e do PSDB”, afirma.
Agora, segundo ele, é outro momento e analisa que Garibaldi Filho se lançou contra uma candidatura da base governista. “Esse candidato da base, que é apoiado, suponho, por Lula, porque Lula questiona juridicamente a candidatura de Garibaldi”, diz Agripino.
Ele reitera que cumprirá seu papel enquanto líder do DEM e reunirá a bancada para dizer que a sua posição pessoal é pró-Garibaldi. “Mas não posso impedir que manifestações como a de Demóstenes Torres, que tornou público, voluntariamente, possa ter seguidores da bancada. Não posso impedir que isso aconteça. Agora posso, no máximo, inclusive o farei se for o caso, reunir a bancada e colocar em votação, e eu votarei a favor do apoio a Garibaldi”, diz.

2010
O senador democrata, que é presidente o diretório estadual da legenda, é reticente quando o assunto é sobre a sucessão no Governo do Estado. “2010 é 2010. Está longe para isso”, diz.
José Agripino, contudo, comenta que o DEM tem grandes quadros qualificados para disputar o Governo do Estado. “Ah, disso não tenha dúvida”, diz.


Prefeita de Fortaleza rompe com vice
Carmen Pompeu
Da Agência Estado

A petista Luizianne Lins começou ontem seu segundo mandato como prefeita de Fortaleza sob fogo amigo. Ela tomou posse, no dia 1º, rompida com o vice, Tim Gomes (PHS), e sem conseguir eleger o novo presidente da Câmara Municipal. O vereador Salmito Filho, apesar de também ser do PT, foi eleito presidente da Casa à revelia da prefeita. Mesmo com o apoio do governador do Estado, Cid Gomes (PSB), e do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), Luizianne não conseguiu fazer de Elpídio Nogueira (PSB) o novo presidente da Casa.
Eleger um nome do PSB para presidir o Legislativo municipal era parte de um acordo firmado ainda durante o período pré-eleitoral. O acerto previa que caberia ao governador Cid Gomes indicar o nome de seu primo, Tim Gomes (PHS), então presidente da Câmara Municipal, para vice de Luizianne. Em contrapartida, ao PSB - aliado histórico de Luizianne - caberia o apoio da prefeita para eleger o novo presidente da Câmara. Mas, ironicamente, a derrota do candidato apoiado pela prefeita foi articulada pelo próprio Tim Gomes.
Em seu discurso de posse, a prefeita afirmou que se sentiu traída. “Estou triste por ver que se faz política com lealdade e gratidão, mas que, às vezes, ela também é feita com traidores e conspiradores”, declarou Luizianne. Por diversas vezes em sua fala, ela condenou “a política da malandragem, da traição, da trairagem”. E na saída da cerimônia, desabafou com os jornalistas: “A vida é feita de traidores e de pessoas com dignidade”. Cid Gomes, que acompanhou tudo, mostrou-se resignado. “Na política é assim. Ganha-se, perde-se. Faz parte”, disse.
Já Tim Gomes, depois de ver Salmito Filho eleito com 24 votos contra 16 do candidato de Luizianne, se retirou da Câmara e não acompanhou a cerimônia de posse da prefeita e nem mesmo tomou posse como vice.
Antes de sair, negou ter articulado contra a petista. Alegou falta de tempo para mudar de estratégia. Segundo ele, o acordo só foi lembrado dois dias antes da eleição da nova mesa diretora. “Nós não estamos tratando com boi, com bicho. Nós estamos tratando com gente, e gente não se tange de um lado para o outro”, argumentou.


*Esporte .
Souza chega e assume:
‘Uma vaga é do Ronaldo’

Apresentado oficialmente na manhã de ontem, em Itu, Souza chegou consciente ao Corinthians: a camisa 9 será de Ronaldo. Mas, apesar de terem características parecidas, o centroavante acredita que poderá jogar ao lado do Fenômeno e formar uma dupla de gigantes no ataque do Timão.
“Por tudo que ele fez na carreira, por tudo o que conquistou, uma vaga é dele. Mas não vejo problema em jogarmos juntos. Somos dois jogadores altos e fortes. Vamos dar trabalho para as defesas rivais”, afirma.
O centroavante, aliás, até abre mão de atuar fixo na área para estar ao lado do Fenômeno. Mesmo com seus 1,87m, ele garante que conseguiria jogar com tranqüilidade pelos lados do campo para abrir espaço para Ronaldo.
“Quando jogava pelo Flamengo, me movimentava muito. Acredito que aqui não vai ser muito diferente. Vai depender do que o Mano quiser”, acrescenta.
Souza, porém, reconhece que a briga pela vaga ao lado do Fenômeno será intensa. Além deles dois, Mano Menezes tem como opção Jorge Henrique, Otacílio Neto, Acosta e Dentinho.
“São jogadores de muita qualidade que vão brigar pela posição. Quem não estiver fazendo gol, vai sair e outro vai entrar”, completa.


*Economia.

Superávit em 2008 foi o menor em 6 anos
Sérgio Gobetti
Da Agência Estado

A balança comercial brasileira, dada pela diferença entre exportações e importações, fechou o ano de 2008 com um superávit de US$ 24,7 bilhões, o pior em seis anos e 38,2% menor do que o de 2007. O resultado só não foi pior porque em dezembro as importações caíram mais do que as exportações, como reflexo da alta do dólar, que torna os produtos estrangeiros muito mais caros.
O gráfico de evolução das exportações e importações mostra uma guinada radical nos dois últimos meses do ano, com o agravamento da crise econômica internacional e o encolhimento do comércio internacional. As exportações brasileiras, que entre janeiro e outubro haviam crescido 28% na comparação com o mesmo período de 2007, em novembro e dezembro ficaram praticamente iguais ao último bimestre de 2007, com pequena diferença de 1%. Já as importações tiveram sua taxa de crescimento reduzida de 51,6% para 9% depois do pior momento da crise.
No acumulado do ano, as exportações brasileiras totalizaram US$ 197,9 bilhões, cerca de US$ 4,1 bilhões abaixo da meta estipulada pelo governo. O valor das vendas ao exterior é 23,2% superior ao registrado em 2007, o que deve garantir ao Brasil uma fatia ligeiramente maior no total exportado pelo mundo, que teria crescido, pelas estimativas preliminares do Fundo Monetário Internacional (FMI), 22,6% no ano que recém terminou.
"Tivemos uma retração bastante visível nas exportações e importações, mas o Brasil perdeu menos mercado do que o resto do mundo", disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.
Apesar de não possuir números de final de ano de outros países, Barral apresentou um quadro comparativo segundo o qual o Brasil teria sofrido menos efeitos negativos da crise do que outros países em desenvolvimento. Em novembro, por exemplo, enquanto as exportações brasileiras ainda registravam alta de 5% em relação ao mesmo mês de 2007, a China teve suas vendas ao Exterior reduzidas em 2,2%, e o Chile (altamente dependente das exportações de cobre), em 19,8%.
De acordo com o secretário de Comércio Exterior, a estratégia de diversificação de "destinos" das exportações tornou o Brasil menos dependente do mercado norte-americano e, com isso, reduziu o impacto da crise sobre nós.
Em 2008, as exportações brasileiras cresceram 21% para a América Latina, 47,5% para a Ásia e apenas 7,9% para os Estados Unidos e 13,4% para a Europa. Já no caso das importações, cresceram mais as compras do Oriente Médio (92,1%, pelo encarecimento do preço do petróleo) e da Europa Oriental (90,7%, pelo encarecimento dos fertilizantes).
De acordo com Barral, o País também teria avançada na diversificação da sua pauta de exportações, mas a dependência de produtos primários ainda é grande e submete o Brasil às oscilações no preço das commodities, que caíram com a crise.
Até o ano 2000, o peso dos produtos industrializados na pauta vinha crescendo, atingindo 74,4% entre manufaturados e semimanufaturados. Desde então, entretanto, o peso dos industrializados já caiu para 60,5%. Excluindo os produtos primários, a participação brasileira no total exportado no mundo também vem caindo.


Compras com cartões de crédito cresceram 24% no ano passado
As compras efetuadas com cartões de crédito, débito, de rede e lojas totalizaram R$ 388,7 bilhões em 2008, o que indica um crescimento de 24% em relação ao ano anterior, segundo dados preliminares da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O aumento é um pouco superior à estimativa de alta da instituição, que era de 22%.
O desempenho do ano passado deve-se, principalmente, à migração para os meios de pagamento eletrônico, expansão das vendas do comércio e à emissão de plásticos para novos clientes, segundo o diretor de Comunicação da Abecs, Marcelo Noronha.
Em 2008, a maior parte do movimento ocorreu com cartões de crédito. As compras nessa modalidade de plástico somaram R$ 223,5 bilhões, valor 22% maior que o registrado em 2007. Os cartões de débito tiveram maior avanço, de 32%, para R$ 112,3 bilhões. Já o faturamento dos cartões de loja e rede foi de R$ 53 bilhões, elevação de 17%.
Os fatores que contribuíram para o crescimento do setor em 2008 deverão se repetir em 2009. Mesmo com uma possível retração das vendas no comércio a tendência é de aumento do volume financeiro dos cartões, acredita Noronha.


*Estado.

.Prefeitos eleitos anunciam prioridades
VIVÊNIO JÁCOME
Da Redação

As áreas da saúde e educação serão as mais valorizadas e que receberão mais atenção dos prefeitos eleitos das cidades do Vale do Açu. Em seus discursos de posse, na última quinta-feira, 1°, os novos governantes municipais anunciaram medidas a serem tomadas para melhorar a qualidade dos serviços prestados nesses setores da administração nos próximos quatro anos.
Com relação à saúde, está crescendo e ganhando força no Vale um movimento dos prefeitos eleitos, com o objetivo de criar um Consórcio Intermunicipal da Região.
Nesse consórcio, as cidades trabalharão em parceria para criar programas de atendimento que atendam às necessidades da região. Uma das maiores bandeiras do grupo é solicitar que a Secretaria Estadual de Saúde Pública autorize a divisão, entre todos os municípios membros, da gerência do Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assu.
No início do mês de novembro, após terem sido eleitos, os prefeitos das cidades de Alto do Rodrigues, Eider Medeiros, de Macaíba, Marília Dias, e de Assu, Ivan Júnior, acompanhados do senador Garibaldi Filho, do deputado federal Henrique Alves, e do então prefeito de Assu, Ronaldo Soares, estiveram reunidos com o ministro da Saúde, José Temporão, para solicitar a criação do Consórcio.
"Expressei o meu desejo de criar o consórcio no Vale do Açu baseado no fato de que esse tipo de ação está dando certo em várias regiões do Sul e Sudeste do Brasil.
Mostrei ao ministro Temporão essa necessidade para todas as cidades da nossa região baseado nas carências dos municípios de pequeno porte", declarou Ivan Júnior.
Ele detalhou que os Consórcios Intermunicipais de Saúde são na realidade uma prática de gestão inovadora que visam potencializar a atenção à saúde da população dos municípios participantes, alcançando objetivos comuns.
Já Eider Medeiros assegurou que, uma vez criado, o Consórcio irá contribuir para o avanço na área nas cidades de menor porte, como é o caso de Alto do Rodrigues, cidade em que é prefeito.
"Quando temos pessoas que precisam de um atendimento mais complexo nas cidades da nossa região, geralmente enviamos para Assu, e nos casos mais graves para Mossoró e Natal. Por isso a nossa luta pelo Consórcio, pois esperamos que com ele os pacientes possam ser atendidos em suas cidades de origem", complementou Eider Medeiros.

EDUCAÇÃO
Na área da educação, a ênfase dos prefeitos eleitos será para a qualificação profissional dos professores e demais membros da educação, reforma e construção de escolas e para a adequação do novo piso salarial.
"Irei realizar várias semanas pedagógicas, alguns encontros avaliativos durante o ano letivo, no lugar da tradicional semana pedagógica no início do ano. Tudo isso para melhorar a qualidade de nosso ensino", assegurou o prefeito de Assu, Ivan Júnior.
O prefeito de Assu também adiantou que vai estimular premiações dos bons professores e alunos, no intuito de alcançar uma melhor nota no Índice do Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Além disso, ele confirmou que vai criar logo em 2009 uma escola em tempo integral no município.
Já o prefeito de Carnaubais, Luiz Gonzaga Cavalcante, "Luizinho", assegurou que pretende reformar as escolas da cidade em que governa. Segundo ele, "não existe a mínima condição das aulas continuarem sendo ministradas na maioria das escolas, diante do completo abandono em que se encontra a cidade".
Com relação ao pagamento do novo piso salarial implantado em todo o país, de 950 reais, os profissionais das rede estadual e municipal de educação realizaram uma audiência pública para debater o tema durante o mês de dezembro em Assu.
No evento, que teve a participação da deputada federal Fátima Bezerra (PT), que é presidente da comissão nacional de parlamentares em defesa do piso, além de representantes de sindicatos e secretários municipais de educação, os palestrantes debateram acerca da importância de pressionar a secretaria estadual e a dos municípios para que esses implantem o piso salarial logo nos primeiros meses do ano de 2009.
"Nós orientamos que fosse formada uma comissão paritária em cada município, para que os recursos necessários em cada cidade para a implantação do piso fossem conhecidos e levados ao conhecimento de todos", revelou Inês Almeida, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (SINTE-RN), regional de Assu.
Participando das discussões, o vice-prefeito eleito de Assu, Alberto Luís, assegurou que a prefeitura municipal vai pagar o piso salarial aos servidores municipais de educação.
A coordenadora geral do Sinte - regional de Assu, assegurou que os profissionais da cidade receberam com muita satisfação a garantia de que os trabalhadores terão seus salários aumentados a partir de janeiro.
Com relação aos demais municípios do Vale, Inês Almeida, declarou que durante o debate nenhum representante das cidades garantiu o pagamento. No entanto, ela não quis adiantar sobre a possibilidade de greve da categoria, caso o piso não seja estabelecido nesses municípios.

Prefeitos terão sérios desafios nos mandatos
Saneamento básico, habitação e reorganização das finanças serão alguns dos demais desafios que os novos prefeitos terão que enfrentar em seus governos.
Em Alto do Rodrigues, a necessidade do saneamento básico é inquestionável. A cidade, por fazer margem do rio Piranhas/Açu, termina por despejar os esgotos no leito do manancial, que é responsável pelo abastecimento de mais de 60 mil habitantes das cidades de Pendências, Macau e Guamaré.
O município tem calçamento em quase 100% das ruas da cidade. Porém, o saneamento básico, que é considerado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de fundamental importância na prevenção de doenças, sequer foi iniciado até o momento.
O segundo desafio é a questão habitacional. O déficit no município chega a 500 casas. Isso em um universo inferior a 12 mil habitantes. Também existem inúmeras casas de taipa na zona rural.
Em Carnaubais os desafios para o próximo gestor são inúmeros. Cinco pontos foram levantados pelos vereadores do município como prioridade para o próximo gestor. O primeiro grande passo será reorganizar as finanças. Em seguida virá luta por empregos, casas, abastecimento da zona rural e a reestruturação da educação e saúde pública.
O município de Carnaubais tem uma arrecadação mensal que vai de R$ 800 a R$ 1 milhão. Apesar de ter o dobro da arrecadação de um município de mesmo porte que não produz petróleo, o quadro é desolador.
Fornecedores e funcionários do município reclamam dos atrasos constantes de pagamentos e salários, sendo necessário, inclusive, o sindicato da categoria denunciar o atual gestor, Zenildo Batista de Souza, na Justiça Federal e na justiça comum. É que o prefeito não paga nem os valores descontados dos empréstimos consignados e referentes à contribuição sindical.